domingo, 29 de novembro de 2015

Qualidade de vida e Câncer de Colon e Reto


A qualidade de vida é a busca por estágios de vida mais saudáveis e desejáveis na vida moderna. Encontrando-se parâmetros e objetivos para que cada vez mais possamos alcançar e valorizar-se a vida, em detrimento do aumento do tempo de vida, em condição limitada ou incapacitada. Segundo Moacyr Nobre (1995, p.299) Qualidade de vida foi definida como sensação íntima de conforto, bem estar ou felicidade no desempenho de funções físicas, intelectuais e psíquicas dentro da realidade da sua família, do seu trabalho e dos valores da comunidade à qual pertence.
Câncer do Colorretal é uma neoplasia com grande incidência no mundo, e um dos com maiores índices de tumores malignos, segundo o INCA é o terceiro mais evidente no sexo masculino e o segundo no sexo feminino. Em geral tem características e sintomas são o sangramento nas fezes, presença se pólipo, lesão elevada da mucosa intestinal, as vezes características de “hemorroidas” caracterizam um quadro menos elevado de um tumor não evidente e por assim deixam de procurar um especialista na área. Em, geral quando detectado inicialmente e precocemente seu diagnóstico é bom e de tratamento mais adequado, com maiores chances de cura e uma pós recuperação, evitando cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
Os efeitos da atividade física é um papel motivador de caráter físico e psicológico no paciente com câncer de colón e reto, é bastante eficiente e eficaz para o mesmo. Tais atividades como atividades em grupos objetivando maior participação do pacientes, investigando o nível em que a atividade física interfere sobre a qualidade de vida dos pacientes, um acompanhamento mais especifico tratando a relação da atividade física no papel psicossocial dos pacientes, tratando assuntos como ansiedade e depressão e aspectos relacionados ao suporte social oferecido, incluindo a rede social e os apoios instrumental, emocional e informacional, já que a atividade física promove tanto melhorias nos aspectos físicos e emocionais de praticantes.

A síntese de conhecimento para medir o nível de influência em que o tratamento feito em pessoas com câncer de cólon e reto, teve como comprovante que a nível físico: comportamento corporal, nível da fadiga, e pequena melhoria na qualidade de vida, tiveram êxito no tratamento, porem teve um impacto negativo a níveis menos intenso de exercício, e a nível de aumento à aptidão cardiovascular, havendo uma mínima melhora e podendo diminuir a ansiedade em sobreviventes com câncer de colorretal.

Resultados encontrados da Sociedade Brasileira de Medicina do esporte: atividade física e saúde, caracteriza que câncer de cólon, mama próstata e pulmão se encontram em menor escala de principais condições clinicas combatidas pela prática regular de exercícios físicos. Observado nisso podemos concluir que a práticas de exercícios físicos para pacientes com câncer são poucas procuradas porem encontram-se nas bem sucedias. Tal estudo aponta também que programas regulares de exercícios físicos devem possuir pelo menos três componentes: aeróbico, sobrecarga muscular e flexibilidade, variando ênfase de acordo com o nível clinico do paciente. 

Concluindo que a atividade física/ e ou atividade física e a prevenção sobre o câncer apresentam resultados bastante positivos, entretanto tendo que por base tenha um acompanhamento eficiente e buscando mecanismos para que os mesmos sejam responsáveis pela diminuição de risco do câncer.

REFERÊNCIAS

NICOLUSSI, A. D. Fatores que influenciam a qualidade de vida de pacientes com câncer de cólon e reto*. Acta Paul Enferm 2010,23(1):125-30.


SHINOLA, A. V.; MANZZO, I de S; ROCHA, C.M. As relações entre exercício físico e atividade física e câncer. ConScientiae Saúde, São Paulo, v.6, n. 1, p. 39-48, 2007.

CARVALHO, T. NÓBREGA, A.C.L. LAZZOLI, J.K. MAGNI, J.R.T. REZENDE, L. DRUMMOND, F.A. OLIVEIRA, M.A.B. ROSE, E.H de. ARAÚJO, C.G.S. TEIXEIRA, J.A.C. Posição final da sociedade brasileira de medicina do esporte: atividade física e saúde. Rev. Bras. Med. Esport. – Vol. 2, Nº 4 – Out/Dez, 1996.

FILHO, N.M. Endocentro. Câncer de cólon e reto. Disponível em http://www.endocentrosantos.com.br/noticias/cancer-de-colon-e-reto, acesso dia 29 de novembro de 2015.
 

domingo, 22 de novembro de 2015

Câncer de mama e Exercício Físico


Atualmente, a atividade física é uma questão de saúde pública. Os benefícios inerentes à prática da atividade física são amplamente reconhecidos.Logo a atividade física atua como fator preventivo e de tratamento para diversas doenças, fato que não é diferente quando se fala do oncológico.

O câncer é definido como crescimento descontrolado e disseminação anormal de células no organismo.Entre todos os tipos de câncer,o câncer de mama, também chamado popularmente de câncer do seio está entre as neoplasias com maior ocorrência no mundo.O tratamentos mais comuns para câncer de mama incluem um ou mais dos seguintes: nodulectomia, mastectomia, radioterapia,quimioterapia ou terapia hormonal. Apesar de essas formas de tratamento terem sido bem sucedidas no câncer de mama, muitos dos efeitos colaterais contribuem para um declínio do funcionamento normal de muitos sistemas fisiológicos da maioria dos pacientes.Os efeitos colaterais relacionados com o tratamento do câncer variam,dentre os efeitos colaterais mais frequentes estão:náusea, perda de apetite, perda de cabelo, depressão, ganho de peso, dificuldade respiratória, perda de força muscular e fadiga.Logo a fadiga tem sido o efeito colateral mais comumente relatado por pacientes de câncer.

       Acredita-se que a ausência ou diminuição na atividade física agrava os efeitos colaterais, levando os pacientes a experimentar um efeito negativo recorrente que exacerba ainda mais a sensação de fadiga. A redução nos níveis de atividade física associada a outros efeitos colaterais, como perda de apetite, pode intensificar o desgaste físico levando a perda da força muscular total. Essa perda de força muscular é um golpe a mais nos esforços do paciente de câncer para executar tarefas diárias simples, prejudicando ainda mais a sua qualidade de vida.

          Assim pesquisadores têm investigado os benefícios de acrescentar exercícios à rotina semanal dos pacientes de câncer em tratamento.Muitos estudos sugerem que a prática de exercícios físicos, incluindo programas de caminhada de intensidade moderada, pode ser positivo para pessoas com câncer. As observações clínicas, apontam benefícios que incluem, aumento da energia física e da capacidade funcional, melhora da qualidade de vida, benefícios em muitos aspectos do estado psicológico (tais como melhora na perspectiva e senso de bem estar, aumento no senso de confiança e habilidade para desafiar o câncer e seu tratamento) preservando a capacidade funcional e prevenindo a fadiga relacionada à doença e ao seu tratamento.Por outro lado a redução ou a ausência da atividade física causa mudanças nas propriedades dos músculos, causando atrofia muscular e redução da densidade óssea. A soma desses dois fatores diminui a força músculo esquelética e a performance, contribuindo para o risco de fraturas ósseas e prejuízos dos músculos esqueléticos. A atrofia do músculo esquelético e mudanças na sua propriedade contribuem para o declínio da eficiência cardiovascular. A combinação da redução da eficiência cardiovascular com o aumento de nível de colesterol e declínio dos níveis de HDL decorrentes da inatividade contribui para o aumento de riscos cardiovasculares. A inatividade física diminui também a função respiratória diminuindo a capacidade pulmonar. Diante de tudo isso programas de treinamento de exercício físico que incluem tanto componentes anaeróbicos quanto aeróbicos deveriam fazer parte do estilo de vida de pessoas que estão em tratamento de cânceres , tanto em sobreviventes quanto em recorrentes da doença, logo a prática de atividade física é de grande importante para minimizar os efeitos colaterais dos tratamentos de cânceres.

Referencias:

BATAGLINI, :Claudio.​ Efeitos do treinamento de resistência na força muscular e níveis de fadiga em pacientes com câncer de mama.Disponível em : http://www.scielo.br/pdf/rbme/v12n3/v12n3a09 


ARAUJO,Diego Neves.​ Efeitos do exercício físico em mulheres com câncer de mama submetidas à radioterapia: uma revisão sistemática. Disponível em: http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/919.pdf. R. bras. Ci. e Mov. 2005;


DIETTRICH, S.H.C.; HONER, M.R.; MIRANDA, C.R.R.; FURTADO, E.R.; CORRÊA FILHO,R.A.C. Efeitos de um programa de caminhada sobre os níveis de fadiga em pacientes com câncer de mama.Disponivel em​: ​http://teste.luzimarteixeira.com.br/wp­content/uploads/2011/04/caminhada­e­fadiga­no­cancer­de­mama.pdf

sábado, 14 de novembro de 2015

Exercício Aeróbio e seu benefício para o Câncer

A prática do exercício físico contribui tanto para a prevenção quanto para o tratamento do Câncer, como vimos no post anterior. Aprofundando um pouco mais sobre o exercício aeróbio especificamente percebesse que também tem forte influência positiva em relação aos tipos de câncer. Vale ressaltar que cada paciente com câncer deve ser avaliado individualmente e, se estiver apto para práticar atividade física, diagnósticado pelo seu médico, deve procurar um profissional de Educação Física para orienta-lo nos exercícios.

Um trabalho publicado na revista “JAMA” em 2005,  levantou uma nova questão sobre esse tema: será que a prática de exercícios físicos depois do diagnóstico de câncer teria alguma influência positiva ou negativa em relação a cura? Nele, foram estudadas 2.987 mulheres operadas de câncer de mama. Depois da cirurgia e dos tratamentos complementares (de radioterapia e quimioterapia), aquelas que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco/seis quilômetros por hora, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença, menor mortalidade por câncer de mama e menor probabilidade de morrer por outras causas.

Os exercícios físicos promovem um aumento da respiração, da depuração de substâncias tóxicas do organismo e da circulação. De acordo com essa informação, traz benéficos nos pacientes tratados com quimioterapia e radioterapia. Um estudo escocês analisou 213 mulheres com câncer de mama em tratamento com rádio ou quimioterapia e as dividiu em dois grupos, um que houve a prática de exercícios aeróbios e outro para apenas observação. As mulheres que participaram do programa de exercícios aeróbios tiveram menos fadiga, depressão, náuseas e vômitos. Foi notado uma melhor qualidade de vida neste grupo. Um estudo americano mostrou que os exercícios aeróbios podem reduzir o tempo de recuperação do tratamento e ajudar os pacientes a se sentirem melhor através da diminuição dos efeitos colaterais.

Podemos citar os principais benefícios ja comprovados cientificamente, são:

Melhora – Função cardiovascular, concentração de hemoglobina (glóbulos vermelhos), sensibilidade à insulina, HDL (colesterol "bom”), força, potência, resistência, funcionalidade e massa muscular, densidade óssea, amplitude de movimento (flexibilidade) e sistema imunológico.

Redução – Fadiga crônica, ansiedade (depressão), distúrbios do sono, LDL (colesterol "ruim”) e gordura corporal.




Referências:

VARELLA, DRAUZIO. ONCOLOGIA. ATIVIDADE FÍSICA. PÚBLICADO EM 07/042011. Diponível em http://drauziovarella.com.br. Acesso em 10 de Novembro de 2015.

Ferringo, R. Oncológica, Atividade Física e Câncer. Disponível em http://www.cancerinfo.com.br/artigo/atividade-fisica-e-cancer.html. Acesso em 10 de Novembro de 2015. 

INCA, Câncer. Tratamento. Disponível em www1.inca.gov.br/wps/wcm.connect/tiposdecancer/site/tratamento. Acesso em 10 de novembro de 2015.

Ortega, E. et al. A atividade física reduz o risco de câncer?. Rev Bras Med Esporte, vol. 4, no. 3, Niterói, May/June 1998.

domingo, 8 de novembro de 2015

Os benefícios do exercício físico na prevenção e no tratamento do Câncer


O exercício físico e a atividade física vêm adquirindo cada vez mais caráter importante na prevenção do Câncer. Isto é, 80% a 90% das causas dessa doença são de origem de fatores externos, ambientais, o que prova que a prática regularizada do exercício físico resulta em efeitos benéficos para a prevenção. Entre esses fatores encontra-se, por exemplo, a obesidade, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF) propõe que a prática de atividades físicas e/ou exercícios físicos conjugados com uma dieta saudável para evitar a obesidade, pode prevenir 19% dos casos de Câncer, dado que células gordurosas em excesso aumentam a geração de elementos que causam a inflamação e assim, colaboram para o desenvolvimento de células cancerígenas.

A adesão de atividades e exercícios físicos, também previne essa doença através da omissão do sedentarismo, um grande precursor do Câncer. De acordo com Sawada e colaboradores (2003) maiores níveis de aptidão física podem inibir produção desses tumores. Desta maneira a atividade física impede a oxidação do DNA, o que impossibilita o processo de introdução à neoplasia, ativação e um aperfeiçoamento do sistema imunológico e redução nos níveis de glicose e insulina, que promovem um aumento de receptores de insulina nas células que combatem o câncer. E apesar da associação constante entre a atividade física e a redução dos riscos de Câncer, ainda não se sabe, claramente e mais profundamente, quais os mecanismos biológicos que abrangem esse processo.

É imprescindível relatar também os efeitos benéficos que tais práticas, exercício físico e atividade física, resultam durante o tratamento oncológico. Esses benefícios se incluem em suavizar os efeitos colaterais do tratamento. Entre esses efeitos se destaca a redução da fadiga, que em descansos prolongados se perpetua ainda mais. Deste modo, o exercício físico devidamente consultado e respeitando as limitações do paciente, diminui esse (fadiga) e outros sintomas e ainda favorecem um aumento da circulação, da respiração e da purificação de substâncias tóxicas do organismo.

O treinamento físico aeróbico poderia ser uma estratégia útil para prevenir os sintomas como a fadiga, ansiedade (depressão), distúrbios do sono, LDL (colesterol “ruim”) e gordura corporal, que aparecem durante o tratamento do Câncer em pacientes sedentários, assim melhorando a força, potência, resistência, flexibilidade, HDL (colesterol “bom”), concentração de hemoglobina, sistema imunológico, entre outros.

O paciente com câncer deve ser analisado individualmente e, se o mesmo estiver em condições físicas adequadas, a prática de exercícios não só pode como deve ser estimulada como forma de melhorar a auto-estima e a saúde física e mental, assim como na melhoria da qualidade de vida dos pacientes pacientes com câncer após término do tratamento.

Referências:

Ferringo, R. Oncológica, Atividade Física e Câncer. Disponível em http://www.cancerinfo.com.br/artigo/atividade-fisica-e-cancer.html. Acesso em 07 de Novembro de 2015.

Spinola, A.V.; Manzzo, I. S.; Rocha, C. M. As relações entre exercício físico e atividade física e o câncer. ConScientiae Saúde, São Paulo, v. 6, n. 1, p. 39-48, 2007.

Ortega, E. et al. A atividade física reduz o risco de câncer?. Rev Bras Med Esporte, vol. 4, no. 3, Niterói, May/June 1998.

Ferraz, R. Instituto Oncoguia, Quais são os benefícios dos exercícios nos pacientes em tratamento. Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/quais-sao-os-beneficios-dos-exercicios-nos-pacientes-em-tratamento/7690/892/. Acesso em 07 de Novembro de 2015.