
Os testículos são gônadas sexuais masculinas responsáveis pela produção de testosterona (hormônio sexual masculino), espermatozóides (gâmetas masculinos) e sinteze de hormônios. Está localizado na bolsa escrotal, que também serve de proteção para os mesmos. Geralmente os indivíduos do sexo masculino possuem dois testículos, apresentando em seu envolto uma grossa camada de tecido conjuntivo denso, chamada túnica albugínea. A seguir uma imagem sobre a anatomia do testículo:
No entanto, o câncer de testículo representa 1% dos tumores que afetam o homem, porém sua incidência tem aumentado nos últimos anos. Ocorre normalmente em homens brancos com idade entre 20 e 45 anos. Fase onde ocorre maior atividade sexual e reprodutiva.
A maioria dos casos de câncer de testículo são detectados em estágio inicial, porém outros tipos podem não demonstrar sintomas até que estejam em um estágio avançado. A principal característica é o aparecimento de um nódulo duro, e indolor na região do testículo. As neoplasias testiculares podem pertencer a dois grandes grupos: tumor germinativo seminomatoso, de crescimento e comportamento mais lento e o tumor germinativo não seminomatoso, mais agressivo e de tratamento complexo, em sua maioria recorre ao uso de quimioterápicos. É importante comentar a existência de um terceiro grupo, mais raro, que consiste em sarcomas e pelo tumor de Sertoli e Leydig e linfomas nos testículos.
A palpação ainda é a maneira mais simples de diagnosticar a doença, levando em conta que variações anatômicas são comuns como por exemplo um testículo ligeiramente maior que o outro. O próprio indivíduo ao tocar o testículo pode identificar o nódulo, na identificação o pessoa deve procurar o médico o mais rápido possível, pois quando descoberta nos estágios iniciais mais fácil será seu tratamento e cura. Existem também outros problemas associados ao aumento do volume testicular, como as orquiepididimites, torção testicular, hérnias inguinoscrotais, hidrocele e cistos de epidídimo.
A identificação também pode ser feita por tomografia pélvica e por alguns exames de sangue. Pois muitos cânceres de testículo liberam altos níveis de proteínas denominadas de "marcadores tumorais", que são elas: alfa-fetoproteína (AFP) e gonadotropina coriónica humana (GCH). Consequentemente pode ocorrer um aumento nos níveis da enzima desidrogenase láctica (DHL). Os tumores de células de Sertoli e de Leydig não produzem essas substâncias. Quando o tumor é pequeno ele não altera os níveis dessas proteínas.
O tratamento pode ser pela drenagem do tumor no testículo, sendo que por muitos é contra-indicado devido a possibilidade de disseminação da doença por onde a agulha passar. No entanto a forma mais eficaz de tratar o câncer é a remoção do testículo. Em caso de estética do paciente põe-se uma prótese de silicone no local. O tratamento não acomete na perca da potência sexual do indivíduo, entretanto pode acontecer casos de infertilidade principalmente quando o tumor encontrasse nos dois testículos. O que pode causar impactos psicológicos já que em muitos os indivíduos não tem uma família formada, pelo fato da faixa etária da doença podendo causar recusa ao tratamento. É recomendado que o paciente retire uma amostra de espermatozóide e guarde em um banco apropriado para esse fim. Em casos que o indivíduo deseja ter filhos, é recomendado esperar pelo menos dois anos após o término do tratamento quimioterápico.
O exercício físico moderado é o mais recomendado para a prevenção e tratamento do câncer, porque reduz o risco de neoplasias. O exercício também diminui os níveis de estresse e obesidade que são responsáveis por muitos tipos de câncer. A prática de atividade física regular trabalha juntamente com o sistema imune, evitando as neoplasias por ação dos mecanismos de resposta imune inata, como a atividade das células NK, macrófagos, neutrófilos e citoquinas. Assim, como resposta aos estímulos da atividade física no sistema imune especifico fazendo com que ocorra um maior nível de vigilância do sistema de defesa do organismo em relação a formação de novos tumores.
Segue abaixo a respostas ao exercício físico:
REFERÊNCIAS:
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.
Castellotti DS, Cambiaghi AS. Preservação da fertilidade em pacientes com câncer. Rev Bras Hematol Hemoter. 2008; 30(5):406-10
Instituto Nacional de Câncer. Ministério da saúde. Estimativa/2012 Incidência de câncer no Brasil. [acesso em 09 Mar 2013]. Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/index .asp?ID=2
VARELLA, DRAUZIO. ONCOLOGIA. CÂNCER DE TESTÍCULO. PUBLICADO EM 08/11/2009. Diponível em http://drauziovarella.com.br. Acesso em 1 de Dezembro de 2015.
Ortega, E. et al. A atividade física reduz o risco de câncer?. Rev Bras Med Esporte, vol. 4, no. 3, Niterói, May/June 1998.
