domingo, 20 de dezembro de 2015

Câncer de Testículo e Exercício Físico






Os testículos são gônadas sexuais masculinas responsáveis pela produção de testosterona (hormônio sexual masculino), espermatozóides (gâmetas masculinos) e sinteze de hormônios. Está localizado na bolsa escrotal, que também serve de proteção para os mesmos. Geralmente os indivíduos do sexo masculino possuem dois testículos, apresentando em seu envolto uma grossa camada de tecido conjuntivo denso, chamada túnica albugínea. A seguir uma imagem sobre a anatomia do testículo:




No entanto, o câncer de testículo representa 1% dos tumores que afetam o homem, porém sua incidência tem aumentado nos últimos anos. Ocorre normalmente em homens brancos com idade entre 20 e 45 anos. Fase onde ocorre maior atividade sexual e reprodutiva.

A maioria dos casos de câncer de testículo são detectados em estágio inicial, porém outros tipos podem não demonstrar sintomas até que estejam em um estágio avançado. A principal característica é o aparecimento de um nódulo duro, e indolor na região do testículo. As neoplasias testiculares podem pertencer a dois grandes grupos: tumor germinativo seminomatoso, de crescimento e comportamento mais lento e o tumor germinativo não seminomatoso, mais agressivo e de tratamento complexo, em sua maioria recorre ao uso de quimioterápicos. É importante comentar a existência de um terceiro grupo, mais raro, que consiste em sarcomas e pelo tumor de Sertoli e Leydig e linfomas nos testículos.

A palpação ainda é a maneira mais simples de diagnosticar a doença, levando em conta que variações anatômicas são comuns como por exemplo um testículo ligeiramente maior que o outro. O próprio indivíduo ao tocar o testículo pode identificar o nódulo, na identificação o pessoa deve procurar o médico o mais rápido possível, pois quando descoberta nos estágios iniciais mais fácil será seu tratamento e cura. Existem também outros problemas associados ao aumento do volume testicular, como as orquiepididimites, torção testicular, hérnias inguinoscrotais, hidrocele e cistos de epidídimo.

A identificação também pode ser feita por tomografia pélvica e por alguns exames de sangue. Pois muitos cânceres de testículo liberam altos níveis de proteínas denominadas de "marcadores tumorais", que são elas: alfa-fetoproteína (AFP) e gonadotropina coriónica humana (GCH). Consequentemente pode ocorrer um aumento nos níveis da enzima desidrogenase láctica (DHL). Os tumores de células de Sertoli e de Leydig não produzem essas substâncias. Quando o tumor é pequeno ele não altera os níveis dessas proteínas.

O tratamento pode ser pela drenagem do tumor no testículo, sendo que por muitos é contra-indicado devido a possibilidade de disseminação da doença por onde a agulha passar. No entanto a forma mais eficaz de tratar o câncer é a remoção do testículo. Em caso de estética do paciente põe-se uma prótese de silicone no local. O tratamento não acomete na perca da potência sexual do indivíduo, entretanto pode acontecer casos de infertilidade principalmente quando o tumor encontrasse nos dois testículos. O que pode causar impactos psicológicos já que em muitos os indivíduos não tem uma família formada, pelo fato da faixa etária da doença podendo causar recusa ao tratamento. É recomendado que o paciente retire uma amostra de espermatozóide e guarde em um banco apropriado para esse fim. Em casos que o indivíduo deseja ter filhos, é recomendado esperar pelo menos dois anos após o término do tratamento quimioterápico.

O exercício físico moderado é o mais recomendado para a prevenção e tratamento do câncer, porque reduz o risco de neoplasias. O exercício também diminui os níveis de estresse e obesidade que são responsáveis por muitos tipos de câncer. A prática de atividade física regular trabalha juntamente com o sistema imune, evitando as neoplasias por ação dos mecanismos de resposta imune inata, como a atividade das células NK, macrófagos, neutrófilos e citoquinas. Assim, como resposta aos estímulos da atividade física no sistema imune especifico fazendo com que ocorra um maior nível de vigilância do sistema de defesa do organismo em relação a formação de novos tumores.

Segue abaixo a respostas ao exercício físico:















REFERÊNCIAS:


Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.

Castellotti DS, Cambiaghi AS. Preservação da fertilidade em pacientes com câncer. Rev Bras Hematol Hemoter. 2008; 30(5):406-10

Instituto Nacional de Câncer. Ministério da saúde. Estimativa/2012 Incidência de câncer no Brasil. [acesso em 09 Mar 2013]. Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/index .asp?ID=2

VARELLA, DRAUZIO. ONCOLOGIA. CÂNCER DE TESTÍCULO. PUBLICADO EM 08/11/2009. Diponível em http://drauziovarella.com.br. Acesso em 1 de Dezembro de 2015.

Ortega, E. et al. A atividade física reduz o risco de câncer?. Rev Bras Med Esporte, vol. 4, no. 3, Niterói, May/June 1998.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Exercício Físico e o Câncer de Pulmão



O sistema respiratório articula a troca gasosa entre o meio ambiente externo e o corpo. Ele oferece ao indivíduo um meio de repor oxigênio e remover os metabólicos do sangue em consequência da ventilação e da difusão. Em outras palavras esse sistema tem um papel imprescindível na homeostasia sanguínea-gasosa (tensões de oxigênio e de dióxido de carbono) desde o repouso até o momento do exercício.

Um paciente com câncer de pulmão claramente tem esse sistema prejudicado, e por consequência maior dificuldade no que se diz respeito a um trabalho saudável das funcionalidades respiratórias. Dados do Centro de Combate ao Câncer afirmam que “o câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer, sendo responsável no mundo por mais de 1,4 milhões de mortes por ano. Nas últimas duas décadas o tratamento melhorou significativamente, mas a taxa de sobrevida global em 5 anos ainda é bastante baixa, cerca de 17%”.

E ao contrário do que pensa, a atividade física beneficia e melhora a qualidade de vida de indivíduos com câncer de pulmão. A prática regular de exercícios provou a redução dos sintomas (dificuldade em respirar, tosse, fadiga, ansiedade, depressão, insônia e dor), aumento da tolerância ao esforço físico, diminuição das complicações pós-operatórias e do tempo de internação. Cabe ao profissional de Educação Física levar em consideração as limitações desse indivíduo, uma vez que pacientes com câncer de pulmão e os pacientes já tratados e sem evidência do tumor em atividade tem diferentes limitações à realização de exercícios físicos, para que sejam apresentados os benefícios. 

O câncer de pulmão possui alta incidência e alto custo do tratamento, desse modo medidas simples como a prática de terapias por exercício seriam relativamente fáceis e baratas para a implementação. E a apesar da pouca utilização por médicos, pesquisadores da Universidade de Medicina da Carolina do Sul, descobriram que quando ocorre à orientação, aumenta a dedicação e a prática regular dos exercícios por esse paciente.

Em uma revisão de literatura, utilizou-se estratégias de buscas primária e secundária nas bases de dados computadorizadas Medline, Web of Science e PEDRO, cuja foi realizada para identificar os efeitos do exercício físico aeróbico em pacientes com câncer de pulmão e suas possíveis repercussões sobre a capacidade funcional e a qualidade de vida. Depois de uma leitura criteriosa dos artigos na íntegra, 15 estudos preencheram os critérios de inclusão, se notou que a força aumentou nos pacientes que praticaram exercício e reduziu nos pacientes que não realizaram exercício. Uma análise inicial sugere que os programas de exercício aeróbico podem trazer ganhos significativos em diferentes fases do tratamento do câncer pulmonar.

Foi demonstrado também que embora este estudo tenha uma abordagem baseada na prática de exercícios aeróbicos, cabe enfatizar que a realização de atividade física não aeróbica, de forma isolada, também possui um impacto positivo em sintomas comumente referidos pelos pacientes oncológicos e que um programa de exercícios que inclua componentes aeróbicos e não aeróbicos pode ser bastante eficaz. E como resultado desse estudo se observou que os programas de exercício físico atuam positivamente sobre a capacidade funcional e a qualidade de vida dos indivíduos com câncer de pulmão. Reafirmando assim os benefícios da atividade física para pacientes com neoplasias pulmonares.

E é valido também relembrar que o exercício regular também previne o desenvolvimento de vários tipos de câncer, incluindo o de pulmão, como já foi relatado no presente blog.



Referências:

Powers, Scott K. Respiração durante o Exercício. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. Manole, p. 178.

Seixas, Raquel Jeanty. Exercício Físico Aeróbico e Câncer de Pulmão: um Estudo de Revisão. Revista Brasileira de Cancerologia, 2012, p. 267-275.

Oliveira, Alba. Centro de Combate ao Câncer. Atividade física beneficia pacientes com câncer de pulmão. Disponível em www.cccancer.net/atividade-fisica-beneficia-pacientes-com-cancer-de-pulmao/. Acesso em 13 de Dezembro de 2015.

domingo, 6 de dezembro de 2015

CÂNCER E TREINAMENTO DE FORÇA

   Analisando-se os estudos sobre os benefícios do exercício físico sobre o câncer, percebe-se que a recomendação de exercícios aeróbios se sobrepõe às recomendações de exercícios de força. Porém, estudos têm demonstrado a grande importância destes últimos quando aplicados tanto durante quanto após o tratamento do câncer, devido às observações dos efeitos da doença no paciente e a melhora que o exercício resistido pode causar neles. Assim, é possível afirmar que é de extrema importância que se combine os dois tipos de exercícios, visando amplificação e maior duração dos benefícios.
   O câncer  é uma doença degenerativa, e tanto a doença em si como o seu tratamento (como quimioterapia, radioterapia e cirurgias) acarretam vários prejuízos ao sistema biológico do seu portador, dentre elas podemos citar a presença de fadiga, cansaço, dores, menor qualidade de vida em presença de medo e baixa auto-estima, debilidade física, diminuição da capacidade aeróbia, diminuição da força e da flexibilidade e perda de massa muscular, principalmente pelo aumento do catabolismo proteico causado pelo câncer, em que o corpo dos indivíduos utilizam aminoácidos para a gliconeogênese hepática por alterações dos mecanismos de regulação de quebra das proteínas. Assim, diversos estudiosos propõem que a prática de exercícios pode amenizar ou mesmo reverter esses efeitos.
   Dentre os benefícios do treinamento de força aos pacientes com câncer, temos que: ele evita a perda de massa muscular bem como a perda de força, proporcionando estímulos ao músculo e conseqüentes adaptações evitando seu atrofiamento; melhora na capacidade funcional e no equilíbrio do paciente, fatores comprometidos pela doença, bem como sua flexibilidade e coordenação motora; aumento ou preservação da capacidade aeróbia pelas adaptações cardiorrespiratórias proporcionadas pelo exercício, melhorando o consumo de oxigênio e a circulação sanguínea; diminuição da fadiga e aumento da resistência ela; melhora na composição corporal pelo aumento de massa magra e diminuição de massa gorda dependendo do tipo de tratamento a que o paciente está submetido; melhora na qualidade de vida, em que a melhora da capacidade física proporciona a sensação de controle, independência, autoestima, autoconfiança, redução da ansiedade e do medo (podendo ser causados por questões hormonais influenciadas pelo exercício), melhora do humor, melhor interação social, redução das dores e náuseas e maior vitalidade.
   O exercício também pode proporcionar  a inibição da tumorigênese (Baracos, 1989), resistência à implantação do tumor, diminuição da taxa de crescimento tumoral, redução do aparecimento de metástases (Lee, 1995) e aumento da síntese protéica muscular (Al-Majid; McCarthy, 2001b), que reduzem os riscos de retorno da doença, além de melhora do sistema imunológico, tendo efeito tanto na imunidade natural como na adquirida, em que em um experimento realizado por Kelm et al. (2000) foram observados aumentos nas células NK (natural killer) em pacientes com câncer submetidos a treinamento de força e aeróbio durante  13 semanas, com atividades duas vezes por semana.
   É importante que se saiba que estes benefícios podem variar, dependendo do tipo de câncer do paciente, do estágio da doença, do tipo de tratamento e também da intensidade, freqüência e duração do programa de exercícios. Assim, é necessária a análise cuidadosa e profissional do melhor tipo de treinamento a ser aplicado e a sua execução deve ser feita com acompanhamento médico.
   Battaglini et al. (2004) propõem que o exercício com intensidade moderada já é suficiente para proporcionar as melhoras musculares, já para De Backer et al. (2007), uma intensidade maior traz melhores benefícios ao paciente.
   O treinamento de força é mais eficaz com intensidades de moderadas a altas (6 a 12 RM ou com 60% a 70% de 1RM). Com intensidades altas, além do muscular, o tecido ósseo também é beneficiado, se adaptando ao aumento do músculo ganhando mais força e resistência, sendo importante principalmente para mulheres sobreviventes do câncer de mama na menopausa, em que a densidade óssea cai abaixo do normal. No entanto, as intensidades de exercício diferem no tratamento e pós-tratamento, devendo ser menores na primeira fase e, como citado anteriormente, respeitando sempre a individualidade de cada doença. Além disso, se o treinamento de força for combinado com exercícios aeróbios, a duração do exercício deve ser calculada considerando-se as duas modalidades, por exemplo: em um programa com duração de uma hora, serão 30 minutos para cada modalidade.
Referências:
NASCIMENTO, E.B.; LEITE, R.D.; PRESTES, J. Câncer: benefícios do treinamento de força e aeróbio. Revista da Educação Física/UEM. Maringá, v.22, n.4, p.651-658, 4.trim. 2011.
BATTAGLINI et al. Atividade física e níveis de fadiga em pacientes portadores de câncer. Rev. Bras. Med. Esporte – Vol.10, n.2 – Mar./Abr. 2004.
BRASIL. JANI CLERIA. Câncer e atividade física. 2014. Disponível em: >http://www.janicleria.com.br/oncologia/cancer-e-atividade-fisica/<. Acesso em: 05 dez. 2015.
NUNES et al. Mecanismos potenciais pelos quais o treinamento de força pode afetar a caquexia em pacientes com câncer. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo, v.1, n.1, p.1-17, Jan./Fev. 2007. ISSN 1981-9900.

PAULA, M.G.M; MORAIS, A.J.P; ORNELLAS, F.H. Treinamento de força e câncer de mama: uma visão sistemática. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo, v.6, n.32, p.164-171, Mar./Abril. 2012. ISSN 1981-9900.

domingo, 29 de novembro de 2015

Qualidade de vida e Câncer de Colon e Reto


A qualidade de vida é a busca por estágios de vida mais saudáveis e desejáveis na vida moderna. Encontrando-se parâmetros e objetivos para que cada vez mais possamos alcançar e valorizar-se a vida, em detrimento do aumento do tempo de vida, em condição limitada ou incapacitada. Segundo Moacyr Nobre (1995, p.299) Qualidade de vida foi definida como sensação íntima de conforto, bem estar ou felicidade no desempenho de funções físicas, intelectuais e psíquicas dentro da realidade da sua família, do seu trabalho e dos valores da comunidade à qual pertence.
Câncer do Colorretal é uma neoplasia com grande incidência no mundo, e um dos com maiores índices de tumores malignos, segundo o INCA é o terceiro mais evidente no sexo masculino e o segundo no sexo feminino. Em geral tem características e sintomas são o sangramento nas fezes, presença se pólipo, lesão elevada da mucosa intestinal, as vezes características de “hemorroidas” caracterizam um quadro menos elevado de um tumor não evidente e por assim deixam de procurar um especialista na área. Em, geral quando detectado inicialmente e precocemente seu diagnóstico é bom e de tratamento mais adequado, com maiores chances de cura e uma pós recuperação, evitando cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
Os efeitos da atividade física é um papel motivador de caráter físico e psicológico no paciente com câncer de colón e reto, é bastante eficiente e eficaz para o mesmo. Tais atividades como atividades em grupos objetivando maior participação do pacientes, investigando o nível em que a atividade física interfere sobre a qualidade de vida dos pacientes, um acompanhamento mais especifico tratando a relação da atividade física no papel psicossocial dos pacientes, tratando assuntos como ansiedade e depressão e aspectos relacionados ao suporte social oferecido, incluindo a rede social e os apoios instrumental, emocional e informacional, já que a atividade física promove tanto melhorias nos aspectos físicos e emocionais de praticantes.

A síntese de conhecimento para medir o nível de influência em que o tratamento feito em pessoas com câncer de cólon e reto, teve como comprovante que a nível físico: comportamento corporal, nível da fadiga, e pequena melhoria na qualidade de vida, tiveram êxito no tratamento, porem teve um impacto negativo a níveis menos intenso de exercício, e a nível de aumento à aptidão cardiovascular, havendo uma mínima melhora e podendo diminuir a ansiedade em sobreviventes com câncer de colorretal.

Resultados encontrados da Sociedade Brasileira de Medicina do esporte: atividade física e saúde, caracteriza que câncer de cólon, mama próstata e pulmão se encontram em menor escala de principais condições clinicas combatidas pela prática regular de exercícios físicos. Observado nisso podemos concluir que a práticas de exercícios físicos para pacientes com câncer são poucas procuradas porem encontram-se nas bem sucedias. Tal estudo aponta também que programas regulares de exercícios físicos devem possuir pelo menos três componentes: aeróbico, sobrecarga muscular e flexibilidade, variando ênfase de acordo com o nível clinico do paciente. 

Concluindo que a atividade física/ e ou atividade física e a prevenção sobre o câncer apresentam resultados bastante positivos, entretanto tendo que por base tenha um acompanhamento eficiente e buscando mecanismos para que os mesmos sejam responsáveis pela diminuição de risco do câncer.

REFERÊNCIAS

NICOLUSSI, A. D. Fatores que influenciam a qualidade de vida de pacientes com câncer de cólon e reto*. Acta Paul Enferm 2010,23(1):125-30.


SHINOLA, A. V.; MANZZO, I de S; ROCHA, C.M. As relações entre exercício físico e atividade física e câncer. ConScientiae Saúde, São Paulo, v.6, n. 1, p. 39-48, 2007.

CARVALHO, T. NÓBREGA, A.C.L. LAZZOLI, J.K. MAGNI, J.R.T. REZENDE, L. DRUMMOND, F.A. OLIVEIRA, M.A.B. ROSE, E.H de. ARAÚJO, C.G.S. TEIXEIRA, J.A.C. Posição final da sociedade brasileira de medicina do esporte: atividade física e saúde. Rev. Bras. Med. Esport. – Vol. 2, Nº 4 – Out/Dez, 1996.

FILHO, N.M. Endocentro. Câncer de cólon e reto. Disponível em http://www.endocentrosantos.com.br/noticias/cancer-de-colon-e-reto, acesso dia 29 de novembro de 2015.
 

domingo, 22 de novembro de 2015

Câncer de mama e Exercício Físico


Atualmente, a atividade física é uma questão de saúde pública. Os benefícios inerentes à prática da atividade física são amplamente reconhecidos.Logo a atividade física atua como fator preventivo e de tratamento para diversas doenças, fato que não é diferente quando se fala do oncológico.

O câncer é definido como crescimento descontrolado e disseminação anormal de células no organismo.Entre todos os tipos de câncer,o câncer de mama, também chamado popularmente de câncer do seio está entre as neoplasias com maior ocorrência no mundo.O tratamentos mais comuns para câncer de mama incluem um ou mais dos seguintes: nodulectomia, mastectomia, radioterapia,quimioterapia ou terapia hormonal. Apesar de essas formas de tratamento terem sido bem sucedidas no câncer de mama, muitos dos efeitos colaterais contribuem para um declínio do funcionamento normal de muitos sistemas fisiológicos da maioria dos pacientes.Os efeitos colaterais relacionados com o tratamento do câncer variam,dentre os efeitos colaterais mais frequentes estão:náusea, perda de apetite, perda de cabelo, depressão, ganho de peso, dificuldade respiratória, perda de força muscular e fadiga.Logo a fadiga tem sido o efeito colateral mais comumente relatado por pacientes de câncer.

       Acredita-se que a ausência ou diminuição na atividade física agrava os efeitos colaterais, levando os pacientes a experimentar um efeito negativo recorrente que exacerba ainda mais a sensação de fadiga. A redução nos níveis de atividade física associada a outros efeitos colaterais, como perda de apetite, pode intensificar o desgaste físico levando a perda da força muscular total. Essa perda de força muscular é um golpe a mais nos esforços do paciente de câncer para executar tarefas diárias simples, prejudicando ainda mais a sua qualidade de vida.

          Assim pesquisadores têm investigado os benefícios de acrescentar exercícios à rotina semanal dos pacientes de câncer em tratamento.Muitos estudos sugerem que a prática de exercícios físicos, incluindo programas de caminhada de intensidade moderada, pode ser positivo para pessoas com câncer. As observações clínicas, apontam benefícios que incluem, aumento da energia física e da capacidade funcional, melhora da qualidade de vida, benefícios em muitos aspectos do estado psicológico (tais como melhora na perspectiva e senso de bem estar, aumento no senso de confiança e habilidade para desafiar o câncer e seu tratamento) preservando a capacidade funcional e prevenindo a fadiga relacionada à doença e ao seu tratamento.Por outro lado a redução ou a ausência da atividade física causa mudanças nas propriedades dos músculos, causando atrofia muscular e redução da densidade óssea. A soma desses dois fatores diminui a força músculo esquelética e a performance, contribuindo para o risco de fraturas ósseas e prejuízos dos músculos esqueléticos. A atrofia do músculo esquelético e mudanças na sua propriedade contribuem para o declínio da eficiência cardiovascular. A combinação da redução da eficiência cardiovascular com o aumento de nível de colesterol e declínio dos níveis de HDL decorrentes da inatividade contribui para o aumento de riscos cardiovasculares. A inatividade física diminui também a função respiratória diminuindo a capacidade pulmonar. Diante de tudo isso programas de treinamento de exercício físico que incluem tanto componentes anaeróbicos quanto aeróbicos deveriam fazer parte do estilo de vida de pessoas que estão em tratamento de cânceres , tanto em sobreviventes quanto em recorrentes da doença, logo a prática de atividade física é de grande importante para minimizar os efeitos colaterais dos tratamentos de cânceres.

Referencias:

BATAGLINI, :Claudio.​ Efeitos do treinamento de resistência na força muscular e níveis de fadiga em pacientes com câncer de mama.Disponível em : http://www.scielo.br/pdf/rbme/v12n3/v12n3a09 


ARAUJO,Diego Neves.​ Efeitos do exercício físico em mulheres com câncer de mama submetidas à radioterapia: uma revisão sistemática. Disponível em: http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/919.pdf. R. bras. Ci. e Mov. 2005;


DIETTRICH, S.H.C.; HONER, M.R.; MIRANDA, C.R.R.; FURTADO, E.R.; CORRÊA FILHO,R.A.C. Efeitos de um programa de caminhada sobre os níveis de fadiga em pacientes com câncer de mama.Disponivel em​: ​http://teste.luzimarteixeira.com.br/wp­content/uploads/2011/04/caminhada­e­fadiga­no­cancer­de­mama.pdf

sábado, 14 de novembro de 2015

Exercício Aeróbio e seu benefício para o Câncer

A prática do exercício físico contribui tanto para a prevenção quanto para o tratamento do Câncer, como vimos no post anterior. Aprofundando um pouco mais sobre o exercício aeróbio especificamente percebesse que também tem forte influência positiva em relação aos tipos de câncer. Vale ressaltar que cada paciente com câncer deve ser avaliado individualmente e, se estiver apto para práticar atividade física, diagnósticado pelo seu médico, deve procurar um profissional de Educação Física para orienta-lo nos exercícios.

Um trabalho publicado na revista “JAMA” em 2005,  levantou uma nova questão sobre esse tema: será que a prática de exercícios físicos depois do diagnóstico de câncer teria alguma influência positiva ou negativa em relação a cura? Nele, foram estudadas 2.987 mulheres operadas de câncer de mama. Depois da cirurgia e dos tratamentos complementares (de radioterapia e quimioterapia), aquelas que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco/seis quilômetros por hora, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença, menor mortalidade por câncer de mama e menor probabilidade de morrer por outras causas.

Os exercícios físicos promovem um aumento da respiração, da depuração de substâncias tóxicas do organismo e da circulação. De acordo com essa informação, traz benéficos nos pacientes tratados com quimioterapia e radioterapia. Um estudo escocês analisou 213 mulheres com câncer de mama em tratamento com rádio ou quimioterapia e as dividiu em dois grupos, um que houve a prática de exercícios aeróbios e outro para apenas observação. As mulheres que participaram do programa de exercícios aeróbios tiveram menos fadiga, depressão, náuseas e vômitos. Foi notado uma melhor qualidade de vida neste grupo. Um estudo americano mostrou que os exercícios aeróbios podem reduzir o tempo de recuperação do tratamento e ajudar os pacientes a se sentirem melhor através da diminuição dos efeitos colaterais.

Podemos citar os principais benefícios ja comprovados cientificamente, são:

Melhora – Função cardiovascular, concentração de hemoglobina (glóbulos vermelhos), sensibilidade à insulina, HDL (colesterol "bom”), força, potência, resistência, funcionalidade e massa muscular, densidade óssea, amplitude de movimento (flexibilidade) e sistema imunológico.

Redução – Fadiga crônica, ansiedade (depressão), distúrbios do sono, LDL (colesterol "ruim”) e gordura corporal.




Referências:

VARELLA, DRAUZIO. ONCOLOGIA. ATIVIDADE FÍSICA. PÚBLICADO EM 07/042011. Diponível em http://drauziovarella.com.br. Acesso em 10 de Novembro de 2015.

Ferringo, R. Oncológica, Atividade Física e Câncer. Disponível em http://www.cancerinfo.com.br/artigo/atividade-fisica-e-cancer.html. Acesso em 10 de Novembro de 2015. 

INCA, Câncer. Tratamento. Disponível em www1.inca.gov.br/wps/wcm.connect/tiposdecancer/site/tratamento. Acesso em 10 de novembro de 2015.

Ortega, E. et al. A atividade física reduz o risco de câncer?. Rev Bras Med Esporte, vol. 4, no. 3, Niterói, May/June 1998.

domingo, 8 de novembro de 2015

Os benefícios do exercício físico na prevenção e no tratamento do Câncer


O exercício físico e a atividade física vêm adquirindo cada vez mais caráter importante na prevenção do Câncer. Isto é, 80% a 90% das causas dessa doença são de origem de fatores externos, ambientais, o que prova que a prática regularizada do exercício físico resulta em efeitos benéficos para a prevenção. Entre esses fatores encontra-se, por exemplo, a obesidade, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF) propõe que a prática de atividades físicas e/ou exercícios físicos conjugados com uma dieta saudável para evitar a obesidade, pode prevenir 19% dos casos de Câncer, dado que células gordurosas em excesso aumentam a geração de elementos que causam a inflamação e assim, colaboram para o desenvolvimento de células cancerígenas.

A adesão de atividades e exercícios físicos, também previne essa doença através da omissão do sedentarismo, um grande precursor do Câncer. De acordo com Sawada e colaboradores (2003) maiores níveis de aptidão física podem inibir produção desses tumores. Desta maneira a atividade física impede a oxidação do DNA, o que impossibilita o processo de introdução à neoplasia, ativação e um aperfeiçoamento do sistema imunológico e redução nos níveis de glicose e insulina, que promovem um aumento de receptores de insulina nas células que combatem o câncer. E apesar da associação constante entre a atividade física e a redução dos riscos de Câncer, ainda não se sabe, claramente e mais profundamente, quais os mecanismos biológicos que abrangem esse processo.

É imprescindível relatar também os efeitos benéficos que tais práticas, exercício físico e atividade física, resultam durante o tratamento oncológico. Esses benefícios se incluem em suavizar os efeitos colaterais do tratamento. Entre esses efeitos se destaca a redução da fadiga, que em descansos prolongados se perpetua ainda mais. Deste modo, o exercício físico devidamente consultado e respeitando as limitações do paciente, diminui esse (fadiga) e outros sintomas e ainda favorecem um aumento da circulação, da respiração e da purificação de substâncias tóxicas do organismo.

O treinamento físico aeróbico poderia ser uma estratégia útil para prevenir os sintomas como a fadiga, ansiedade (depressão), distúrbios do sono, LDL (colesterol “ruim”) e gordura corporal, que aparecem durante o tratamento do Câncer em pacientes sedentários, assim melhorando a força, potência, resistência, flexibilidade, HDL (colesterol “bom”), concentração de hemoglobina, sistema imunológico, entre outros.

O paciente com câncer deve ser analisado individualmente e, se o mesmo estiver em condições físicas adequadas, a prática de exercícios não só pode como deve ser estimulada como forma de melhorar a auto-estima e a saúde física e mental, assim como na melhoria da qualidade de vida dos pacientes pacientes com câncer após término do tratamento.

Referências:

Ferringo, R. Oncológica, Atividade Física e Câncer. Disponível em http://www.cancerinfo.com.br/artigo/atividade-fisica-e-cancer.html. Acesso em 07 de Novembro de 2015.

Spinola, A.V.; Manzzo, I. S.; Rocha, C. M. As relações entre exercício físico e atividade física e o câncer. ConScientiae Saúde, São Paulo, v. 6, n. 1, p. 39-48, 2007.

Ortega, E. et al. A atividade física reduz o risco de câncer?. Rev Bras Med Esporte, vol. 4, no. 3, Niterói, May/June 1998.

Ferraz, R. Instituto Oncoguia, Quais são os benefícios dos exercícios nos pacientes em tratamento. Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/quais-sao-os-beneficios-dos-exercicios-nos-pacientes-em-tratamento/7690/892/. Acesso em 07 de Novembro de 2015.