sábado, 31 de outubro de 2015

CÂNCER

O que é, causas, prevenção, fatores de risco e tratamento.

O câncer é uma das doenças que mais causam mortes no mundo. Ele engloba mais de 100 doenças, que se caracterizam pela multiplicação e crescimento desordenado de células, mais precisamente, alterações no material genético delas, gerando tumores (acúmulo de células prejudicadas) que podem ser classificados como malignos- que multiplicam-se rapidamente, de forma agressiva e incontrolável- ou benignos- multiplicam-se vagarosamente e não apresentam diferença significante do seu tecido original. Acomete tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões corporais, processo conhecido como metástase.
O processo de formação de células cancerosas chama-se carcinogênese ou oncogênese. Nela, as células, antes normais, sofrem mutação genética e passam a receber informações erradas para a realização de suas atividades. A mutação ocorre nos protooncogenes, que são inativos em células normais e, quando ativados, tranformam-se em oncogenes, que “maligniza” a célula, tornando-a cancerosa. A oncogênes acontece em etapas, denominadas estágio de iniciação, em que os genes das células sofrem modificações pelos efeitos dos agentes cancerígenos ou carcinógenos, porém ainda não é possível detectar um tumor; estágio de promoção, em que a célula se torna maligna, lenta e gradualmente; e estágio de progressão, em que acontece a multiplicação incontrolada das células deformadas e nele o câncer já está formado.
O câncer pode ser classificado como carcinoma, caso o mesmo tenha início em células epiteliais, como pele e mucosa, ou como sarcoma, caso ele inicie em células do tecido conjuntivo, como músculos, ossos e cartilagens.
As causas desta doença podem provir de fatores externos, ambientais, e internos, genéticos. Os fatores externos correspondem de 80% a 90% dos casos, estando entres os principais o tabagismo, radiação solar, alguns tipos de vírus e medicamentos, incluindo-se também hábitos alimentares, alcoolismo, hábitos sexuais e fatores ocupacionais. O surgimento de câncer a partir destes fatores de risco depende da duração e intensidade de exposição aos mesmos. Os casos de tumores provocados por fatores internos dependem da pré-disposição à doença, determinada pelos fatores hereditários, familiares ou étnicos e estão associados à capacidade de defesa do organismo contra agentes externos. Estes são casos mais raros, apesar de a genética influenciar significativamente na carcinogênese.
Causa ou fator de risco
Porcentagem nas mortes por câncer
Associada com estes tipos de câncer
Tabaco
30%
Pulmão, esôfago, laringe, garganta, cavidade oral, bexiga, rim, pâncreas
Maus hábitos alimentares e obesidade
30%
Mama, cólon, reto, próstata, endométrio (útero), ovário, intestino delgado
Sedentarismo
5%
Cólon, próstata, mama, endométrio (útero), ovário
Herança genética
5%
Mama, ovário, cólon, próstata, pulmão, pâncreas, rim, estômago, tireóide, melanoma, cérebro, sarcomas de partes moles, fígado, leucemia, linfomas
Vírus e outros agentes infecciosos
5%
Fígado, colo do útero, linfomas, nasofaringe, sarcomas de partes moles, estômago, leucemia
Carcinógenos ocupacionais
(da profissão)
5%
Pulmão e pleura, bexiga, pele, laringe, cavidade nasal, leucemia, garganta, linfomas, fígado, sarcomas de partes moles
Etilismo
3%
Fígado, cavidade oral, laringe, garganta, esôfago, mama
História reprodutiva
(exposição a hormônios e outros fatores)
3%
Mama, endométrio (útero), colo do útero, ovário
Poluição ambiental
2%
Pulmão
Radiação ambienal
(solar)
2%
Melanoma e pele em geral
Sal, aditivos alimentares e contaminantes
1%
Estômago, fígado, intestino delgado
Tratamentos médicos prévios
(radioterapia, quimioterapia, imunossupressão, terapia hormonal)
1%
Leucemias, tireóide, mama, cérebro, bexiga, linfomas, sarcomas de partes moles, endométrio (útero)
Outros fatores em geral
8%

Gráfico. E.cancer
Existem diversos tipos de câncer para diferentes células do corpo, ocasionados por fatores de riscos ambientais, genéticos, ou ambos. Um mesmo fator ambiental pode desencadear tumores diferentes. Os principais tipos de câncer são: anal, bexiga, boca, colorretal, colo do útero, esôfago, estômago, fígado, infantil, laringe, leucemia, linfoma de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, mama, ovário, pâncreas, pele melanoma, pele não Melanoma, pênis, próstata, pulmão, testículo, tumores de Ewing, além de muitos outros.
O tratamento da doença pode ser feito de uma ou várias formas combinadas, dependendo do tipo de câncer, do tipo de paciente, tempo de doença e localização. Entre elas, estão a quimioterapia, tratamento feito a partir de medicamentos que podem ser consumidos por via intravenosa, oral, intramuscular, subcutânea, tópica ou via intratecal, onde irão se misturar com o sangue e atingirão as células alteradas destruindo-as e impedindo a continuação da sua multiplicação; a radioterapia, em que se utilizam radiações para destruir o tumor e impedir a multiplicação; o transplante de medula óssea para tumores que afetam as células sanguíneas, que consiste na substituição da medula doente por células de medula normal para reconstituição de uma nova e saudável; e cirurgia, que consiste na retirada do tumor.




Referências:
Dantas ERL, Sá FHL, Carvalho SMF, Arruda AP, Ribeiro EM. Genética do câncer hereditário. Revisão de literatura. Artigo submetido 17/02/07 aceito para publicação 22/03/09.p.263-265
INCA, Câncer. O que é o câncer? Disponível em www1.inca.gov.br/conteúdo_view.asp?id=322. Acesso em 30 de outubro de 2015.
INCA, Câncer. Prevenção e fatores de risco. Disponível em www1.inca.gov.br/conteúdo_view.asp?id=13. Acesso em 30 de outubro de 2015.
INCA, Câncer. Tratamento. Disponível em www1.inca.gov.br/wps/wcm.connect/tiposdecancer/site/tratamento. Acesso em 30 de outubro de 2015.
INCA, Câncer. Tipos de câncer. Disponível em www1.inca.gov.br/wps/wcm.connect/tiposdecancer/site/name. Acesso em 30 de outubro de 2015.
E.CANCER, as Causas do câncer. Disponivel em http://andre.sasse.com/causas.htm Acesso em 31 de Outubro de 2015.

6 comentários:

  1. É importante destacar que o câncer tem como causa, fatores externos,ambientais e também internos quando relacionados à predisposição genética.Esse ultimo,com a manifestação de tumores.A informação é vista como uma ferramenta importante no tocante à prevenção e combate à doença.
    O tratamento da doença depende de fatores que vão desde o tipo de paciente,tipo de câncer e localização. Segundo o Dr. Drauzio Varella,do ponto de vista científico,embora a relação entre a atividadefísica e o cancer não esteja definitivamente esclarecida, os dados obtidos até aqui são tão contundentes que todas as pessoas operadas de câncer de mama,intestino, próstata e, possivelmente, de outros tumores malignos devem investir na prática regular de exercícios a mesma energia com que enfrentam operações,radioterapia ou quimioterapia.

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  3. Acreditava-se que pacientes em tratamento de doenças crônicas, como câncer, deviam manter-se em repouso e reduzir suas atividades físicas. Pois ao exercer atividade provocara dor, aumento da frequência cardíaca ou falta de ar. Portanto, pesquisas demonstram que a prática de exercícios não só é segura e possível durante o tratamento do câncer, como também pode melhorar a disposição, o corpo e também a qualidade de vida do paciente.
    Se for mantido o repouso em excesso, o organismo sofrera com a perda funcional atrofiamento muscular, além de reduzir a amplitude dos movimentos do paciente.
    Como tem muitas complicações para ser fisicamente ativo durante o tratamento do câncer, o programa deve ser baseado no que é seguro, eficaz e agradável para cada paciente. O programa deve levar em conta os programas anteriores de exercícios que o paciente já costumava seguir antes da doença e também seus novos limites. Portanto, o programa de exercícios deve ser adaptado e levando em considerações, o tipo de estadia mento da doença, o tratamento utilizado e o condicionamento físico do paciente.
    Então para o paciente iniciar um pratica de atividade física, deve ter a liberação do médico oncologista, e ter um profissional acompanhando sua rotina de exercícios, conheça seu diagnóstico e respeitar suas limitações.

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  4. Vale ressaltar também que a idade, histórico familiar e as condições de saúde de uma pessoa influenciam no desenvolvimento de câncer, e que os sintomas variam de acordo com com a parte do corpo afetada, tendo como principais sintomas: a fadiga, a mudança de peso(podendo perder ou ganhar peso com facilidade), tosse, roquidão e dificuldade ao engolir, dor nas articulações e/ou musculos e febres ou suores noturnos. Então caso haja a persistência de um algum desses fatores é aconselhável a indo à um médico.
    O tratamendo depende muito do estágio que o câncer está, sendo dividido em: cura, tratamento primário, tratamento adjuvante e tratamento paliativo, do estágio mais leve para o mais avançado, respectivamente.

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  6. Na última década tem-se estudado muito sobre a orientação da prática da atividade física a fim de combater o câncer e trazer bem-estar aos pacientes. A medicina já diz que é possível enumerar diversas vantagens fisiológicas de um tratamento por meio da atividade física, como diminuir a inflamação, já que modula a atividade do corpo, melhor capacidade de respiração do paciente, levando oxigênio para as células. Além dessas vantagens vale ressaltar a melhora psicológica, já que, com uma atividade que gosta, ele se sente bem apesar da dura recuperação.
    Se a medicina moderna tem como objetivo lutar pelo bem-estar do paciente, não apenas visando sua cura, mas oferecendo o mínimo possível de agressão a seu corpo, a realização de atividades complementares durante o tratamento oncológico é capaz de atuar auxiliando fisiologicamente no processo de melhora e também integrando novamente o indivíduo à sociedade.
    Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF) concluiu que evitar a obesidade através de exercícios físicos e alimentação saudável pode prevenir 19% dos casos de câncer (1). Considerando 12 tipos específicos de cânceres mais comuns na população brasileira, como os de esôfago, pulmão, mama, fígado, próstata, colorretal e outros, o estudo ainda aponta que, ao prevenir a obesidade, é possível reduzir a incidência dos mesmos em até 30%. O mecanismo dessa relação está baseado no fato de que células gordurosas em excesso aumentam a produção de fatores que causam a inflamação e, a partir daí, contribuem para o desenvolvimento de células cancerígenas.

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