Atualmente, a atividade física
é uma questão de saúde pública. Os benefícios inerentes à
prática da atividade física são amplamente reconhecidos.Logo a
atividade física atua como fator preventivo e de tratamento para
diversas doenças, fato que não é diferente quando se fala do
oncológico.
O câncer é definido como
crescimento descontrolado e disseminação anormal de células no
organismo.Entre todos os tipos de câncer,o câncer de mama, também
chamado popularmente de câncer do seio está entre as neoplasias com
maior ocorrência no mundo.O tratamentos mais comuns para câncer de
mama incluem um ou mais dos seguintes: nodulectomia, mastectomia,
radioterapia,quimioterapia ou terapia hormonal. Apesar de essas
formas de tratamento terem sido bem sucedidas no câncer de mama,
muitos dos efeitos colaterais contribuem para um declínio do
funcionamento normal de muitos sistemas fisiológicos da maioria dos
pacientes.Os efeitos colaterais relacionados com o tratamento do
câncer variam,dentre os efeitos colaterais mais frequentes
estão:náusea, perda de apetite, perda de cabelo, depressão, ganho
de peso, dificuldade respiratória, perda de força muscular e
fadiga.Logo a fadiga tem sido o efeito colateral mais comumente
relatado por pacientes de câncer.
Acredita-se que a ausência
ou diminuição na atividade física agrava os efeitos colaterais,
levando os pacientes a experimentar um efeito negativo recorrente que
exacerba ainda mais a sensação de fadiga. A redução nos níveis
de atividade física associada a outros efeitos colaterais, como
perda de apetite, pode intensificar o desgaste físico levando a
perda da força muscular total. Essa perda de força muscular é um
golpe a mais nos esforços do paciente de câncer para executar
tarefas diárias simples, prejudicando ainda mais a sua qualidade de
vida.
Assim
pesquisadores têm investigado os benefícios de acrescentar
exercícios à rotina semanal dos pacientes de câncer em
tratamento.Muitos estudos sugerem que a prática de exercícios
físicos, incluindo programas de caminhada de intensidade moderada,
pode ser positivo para pessoas com câncer. As observações
clínicas, apontam benefícios que incluem, aumento da energia física
e da capacidade funcional, melhora da qualidade de vida, benefícios
em muitos aspectos do estado psicológico (tais como melhora na
perspectiva e senso de bem estar, aumento no senso de confiança e
habilidade para desafiar o câncer e seu tratamento) preservando a
capacidade funcional e prevenindo a fadiga relacionada à doença e
ao seu tratamento.Por outro lado a redução ou a ausência da
atividade física causa mudanças nas propriedades dos músculos,
causando atrofia muscular e redução da densidade óssea. A soma
desses dois fatores diminui a força músculo esquelética e a
performance, contribuindo para o risco de fraturas ósseas e
prejuízos dos músculos esqueléticos. A atrofia do músculo
esquelético e mudanças na sua propriedade contribuem para o
declínio da eficiência cardiovascular. A combinação da redução
da eficiência cardiovascular com o aumento de nível de colesterol e
declínio dos níveis de HDL decorrentes da inatividade contribui
para o aumento de riscos cardiovasculares. A inatividade física
diminui também a função respiratória diminuindo a capacidade
pulmonar. Diante de tudo isso programas de treinamento de exercício
físico que incluem tanto componentes anaeróbicos quanto aeróbicos
deveriam fazer parte do estilo de vida de pessoas que estão em
tratamento de cânceres , tanto em sobreviventes quanto em
recorrentes da doença, logo a prática de atividade física é de
grande importante para minimizar os efeitos colaterais dos
tratamentos de cânceres.
Referencias:
BATAGLINI,
:Claudio. Efeitos do
treinamento de resistência na força muscular e níveis de fadiga
em pacientes com câncer de mama.Disponível em : http://www.scielo.br/pdf/rbme/v12n3/v12n3a09
ARAUJO,Diego
Neves. Efeitos do exercício
físico em mulheres com câncer de mama submetidas à
radioterapia: uma revisão sistemática. Disponível em: http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/919.pdf. R. bras. Ci. e Mov. 2005;
DIETTRICH, S.H.C.;
HONER, M.R.; MIRANDA, C.R.R.; FURTADO, E.R.; CORRÊA FILHO,R.A.C. Efeitos
de um programa de caminhada sobre os níveis de fadiga em pacientes com câncer de
mama.Disponivel em: http://teste.luzimarteixeira.com.br/wpcontent/uploads/2011/04/caminhadaefadiganocancerdemama.pdf
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ResponderExcluirO exercício físico é um ótimo aliado para prevenir o câncer de mama, um estudo publicado pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer mostrou que mulheres na menopausa que se exercitavam regularmente tiveram o risco de ter a doença reduzido em 25%, aquelas que fizeram atividades mais leves, como ao menos sete horas de caminhadas por semana, reduziram o risco em 14%, porem o especialista brasileiro Benjamin Apter alerta "é preciso manter a regularidade de exercícios e escolher aqueles que queimem 350 calorias/hora por dia, isto inclui uma sessão de pilates, uma hora de musculação, trinta minutos de corrida ou ainda uma hora de caminhada modera ou avançada, o importante é a regularidade, a grande sacada deste estudo está no fato de o exercício prevenir o câncer, mas de forma constante e regular, então, nada de fazer tudo em um dia só da semana”, o risco de câncer de mama é minimizado com o exercício físico, pois ele, ao incentivar a circulação sanguínea, regula substâncias químicas e hormônios como o estrógeno e a progesterona no organismo, além disso, ele também previne o envelhecimento precoce das células, “A atividade física regular inibe o desequilíbrio hormonal, um importante fator de prevenção do câncer de mama, outra questão importante está na prevenção do envelhecimento precoce, com ele, as células podem morrer ou se transformar em algo que chamamos de atipia, que forma tumores”, disse Apter.
ResponderExcluirComentário publicado pelo grupo Barreiras da Atividade Física
O tratamento do câncer de mama podem ter efeitos agudos ou crônicos, moderados ou severamente debilitantes. Um dos seus efeitos colaterais é a fadiga. Essa fadiga causada pelo câncer é bem diferente da fadiga causada pelo excesso de exercícios físicos ou até mesmo mentais. As causas da fadiga causada pelo câncer deveriam ser vistos como multifatoriais podendo ser associada ao descondicionamento físico e também emocional que sempre chega após o descobrimento da doença e segue durante o tratamento. Efeitos colaterais como a falta de apetite, podem intensificar os desgastes físicos e por consequência a perca muscular total. Como isso, pequenas atividades diárias se tornarão super esforços desse paciente de câncer com isso, colocando em risco sua qualidade de vida.
ResponderExcluirCom a obesidade, há um aumento dos hormônios como estrógeno e a insulina, que em excesso, pode ocasionar um câncer de mama. O excesso de lipídio pode ser aproveitado pelo tumor cancerígeno como substrato para o seu desenvolvimento, pois há um aumento nos níveis de estrógeno ocasionando um aumento de estimulação das glândulas mamarias.
ResponderExcluirO excesso de peso possui uma direta relação com o câncer mamário, sendo que o sobrepeso tanto pode influenciar no prognóstico da doença, como pode interferir de forma negativa no tratamento quimioterápico e aumento da morbimortalidade (ZANCHIN et al., 2011).
A literatura mostra que o consumo de dietas ricas em gorduras saturadas, pobres em fibras e vegetais, está associado ao aparecimento da neoplasia mamária (IRALLA, 2011).
A manutenção de um peso saudável ao longo da vida, associado a uma alimentação equilibrada, pode ser uma das formas mais importantes de se proteger contra o câncer, além de também proteger contra diversas outras doenças crônicas comuns (INCA, 2007).
Com base ao efeito de Warburg, as células cancerígenas utilizam energia advinda da glicose na construção de vias biossintéticas, pois com a glicose há maior geração de ATP, aumento da resistência à apoptose e outros.
Por conta desses e outros fatores, a atividade física aliada alimentação balanceada, promovera a oxidação dos lipídios, manutenção dos níveis de glicose e de insulina, diminuição dos níveis de estrógenos, sendo importante aliado no combate ao câncer mama.
Lembrando, o câncer de mama é ocasionado por multifatores, porem o trabalho de prevenção ira condicionar uma melhor perspectiva de vida.
Grupo: Atividade Fisica e Gasto Energetico
Em 2005, um trabalho publicado na revista “JAMA” levantou uma nova questão sobre esse tema: será que a adoção da prática de exercícios físicos depois do diagnóstico de câncer aumentaria os índices de cura? Nele, foram estudadas 2.987 mulheres operadas de câncer de mama. Depois da cirurgia e dos tratamentos complementares (de radioterapia e quimioterapia), aquelas que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora – ou fizeram exercícios equivalentes -, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença, menor mortalidade por câncer de mama e menor probabilidade de morrer por outras causas. Dois estudos recém-publicados reforçam a hipótese de que a atividade física aumenta as chances de cura de quem teve câncer. Comparando aquelas que permaneceram ou se tornaram sedentárias depois da cirurgia com as que adotaram a prática de caminhadas de pelo menos uma hora na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora, quatro a cinco vezes por semana – ou exercícios equivalentes -, as ativas reduziram pela metade suas chances de morrer de câncer. Grupo Exercicio e mal de parkinson.
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