O sistema respiratório articula a troca gasosa entre o meio ambiente externo e o corpo. Ele oferece ao indivíduo um meio de repor oxigênio e remover os metabólicos do sangue em consequência da ventilação e da difusão. Em outras palavras esse sistema tem um papel imprescindível na homeostasia sanguínea-gasosa (tensões de oxigênio e de dióxido de carbono) desde o repouso até o momento do exercício.
Um paciente com câncer de pulmão claramente tem esse sistema prejudicado, e por consequência maior dificuldade no que se diz respeito a um trabalho saudável das funcionalidades respiratórias. Dados do Centro de Combate ao Câncer afirmam que “o câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer, sendo responsável no mundo por mais de 1,4 milhões de mortes por ano. Nas últimas duas décadas o tratamento melhorou significativamente, mas a taxa de sobrevida global em 5 anos ainda é bastante baixa, cerca de 17%”.
E ao contrário do que pensa, a atividade física beneficia e melhora a qualidade de vida de indivíduos com câncer de pulmão. A prática regular de exercícios provou a redução dos sintomas (dificuldade em respirar, tosse, fadiga, ansiedade, depressão, insônia e dor), aumento da tolerância ao esforço físico, diminuição das complicações pós-operatórias e do tempo de internação. Cabe ao profissional de Educação Física levar em consideração as limitações desse indivíduo, uma vez que pacientes com câncer de pulmão e os pacientes já tratados e sem evidência do tumor em atividade tem diferentes limitações à realização de exercícios físicos, para que sejam apresentados os benefícios.
O câncer de pulmão possui alta incidência e alto custo do tratamento, desse modo medidas simples como a prática de terapias por exercício seriam relativamente fáceis e baratas para a implementação. E a apesar da pouca utilização por médicos, pesquisadores da Universidade de Medicina da Carolina do Sul, descobriram que quando ocorre à orientação, aumenta a dedicação e a prática regular dos exercícios por esse paciente.
Em uma revisão de literatura, utilizou-se estratégias de buscas primária e secundária nas bases de dados computadorizadas Medline, Web of Science e PEDRO, cuja foi realizada para identificar os efeitos do exercício físico aeróbico em pacientes com câncer de pulmão e suas possíveis repercussões sobre a capacidade funcional e a qualidade de vida. Depois de uma leitura criteriosa dos artigos na íntegra, 15 estudos preencheram os critérios de inclusão, se notou que a força aumentou nos pacientes que praticaram exercício e reduziu nos pacientes que não realizaram exercício. Uma análise inicial sugere que os programas de exercício aeróbico podem trazer ganhos significativos em diferentes fases do tratamento do câncer pulmonar.
Foi demonstrado também que embora este estudo tenha uma abordagem baseada na prática de exercícios aeróbicos, cabe enfatizar que a realização de atividade física não aeróbica, de forma isolada, também possui um impacto positivo em sintomas comumente referidos pelos pacientes oncológicos e que um programa de exercícios que inclua componentes aeróbicos e não aeróbicos pode ser bastante eficaz. E como resultado desse estudo se observou que os programas de exercício físico atuam positivamente sobre a capacidade funcional e a qualidade de vida dos indivíduos com câncer de pulmão. Reafirmando assim os benefícios da atividade física para pacientes com neoplasias pulmonares.
E é valido também relembrar que o exercício regular também previne o desenvolvimento de vários tipos de câncer, incluindo o de pulmão, como já foi relatado no presente blog.
Foi demonstrado também que embora este estudo tenha uma abordagem baseada na prática de exercícios aeróbicos, cabe enfatizar que a realização de atividade física não aeróbica, de forma isolada, também possui um impacto positivo em sintomas comumente referidos pelos pacientes oncológicos e que um programa de exercícios que inclua componentes aeróbicos e não aeróbicos pode ser bastante eficaz. E como resultado desse estudo se observou que os programas de exercício físico atuam positivamente sobre a capacidade funcional e a qualidade de vida dos indivíduos com câncer de pulmão. Reafirmando assim os benefícios da atividade física para pacientes com neoplasias pulmonares.
E é valido também relembrar que o exercício regular também previne o desenvolvimento de vários tipos de câncer, incluindo o de pulmão, como já foi relatado no presente blog.
Referências:
Powers, Scott K. Respiração durante o Exercício. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. Manole, p. 178.
Seixas, Raquel Jeanty. Exercício Físico Aeróbico e Câncer de Pulmão: um Estudo de Revisão. Revista Brasileira de Cancerologia, 2012, p. 267-275.
Seixas, Raquel Jeanty. Exercício Físico Aeróbico e Câncer de Pulmão: um Estudo de Revisão. Revista Brasileira de Cancerologia, 2012, p. 267-275.
Oliveira, Alba. Centro de Combate ao Câncer. Atividade física beneficia pacientes com câncer de pulmão. Disponível em www.cccancer.net/atividade-fisica-beneficia-pacientes-com-cancer-de-pulmao/. Acesso em 13 de Dezembro de 2015.
Os exercícios físicos em um portador de câncer de pulmão são dificultosos, sendo por causa das tosses, dor torácica, dificuldade de respiração, pneumonias e outros. Alem disso, alguns medicamentos do tratamento como o Sorafenib, provoca perda muscular, acarretando a perda do condicionamento físico.
ResponderExcluirA perda de massa muscular – e consequente inatividade física – está presente em quase metade dos pacientes acometidos por câncer de pulmão, e isso tem correlação com mudanças metabólicas, inflamatórias e neuroendócrinas que, juntas, podem influenciar negativamente a qualidade de vida desses indivíduos (Network 2003).
A atividade física vem demonstrando ser inibidor dos efeitos deletérios tanto o tratamento quimioterapêutico como radioterapêutico do câncer de pulmão, podendo causar a redução da frequência cardíaca de repouso, melhoramento da ventilação e perfusão, redução da fadiga e outros.
Devido à complexidade de sintomas que envolvem a fadiga no câncer, programas terapêuticos têm incluído diferentes abordagens que incluem: programas de exercícios físicos, psicoterapia, treinamento de relaxamento e terapia comportamental (Network 2003).
Os exercícios físicos nos pacientes pós-operatório com câncer de pulmão podem ser: aeróbicos e resistidos, isolados ou associados. Um exercício aeróbico pode consisti em uma caminhada ou um pedalada (exercício de bicicleta na horizontal) com frequência cardíaca entre 60% à 80% por 5-10 minutos duas vezes ao dia durante cinco dias, assim, um exercício físico aeróbico é capaz de melhorar o cansaço e a fadiga ontológica que são manifestações presentes nos pacientes, sendo consequência tanto dos medicamentos como da própria característica do tumor.
A fadiga tem sido relacionada a outras comorbidades associadas ao câncer, tais como a diminuição da força muscular e a função cardiorrespiratória alterada (Dimeo, Thomas et al. 2004).
No caso de câncer de pulmão, o tratamento mais efetivo ainda é a completa ressecção cirúrgica do órgão, com uma sobrevida esperada de 51% em três anos 16 (Morano, Araujo et al. 2010).
Pode ser recomendado um exercício aeróbico supervisionado com intensidade moderado submetido à paciente com ressecção pulmonar por neoplasia, mas infelizmente, os estudos vêm demonstrando a sua ineficácia na função pulmonar.
A fisioterapia aquática nos portadores de câncer de pulmão é bem vinda, pois envolve o relaxamento e o condicionamento físico e respiratório. Nessas fisioterapias, a função pulmonar é estimulada, a partir da mudança de sangue para a cavidade torácica e da compressão da parede torácica pela água, assim a pressão hidrostática atua como uma carga para a contração diafragmática, aumentando significadamente da força muscular inspiratória.
A atividade física deve ser prescrita pelo oncologista e supervisionada por um fisioterapeuta e um educador físico.
Grupo: Exercício físico e Gasto energético.
O Câncer do pulmão,também chamado de câncer broncogênico é a manifestação de um tumor pulmonar maligno e agressivo que surge e se aloja nos brônquios. Geralmente,os pacientes diagnosticados com esse tipo de câncer, são fumantes ou ex fumantes, não sendo descartada também os casos de pessoas que não fumam, mas que tem uma convivência intensa com fumantes no dia a dia, é o chamamos de fumante passivo,
ResponderExcluirPodemos destacar alguns fatores de risco e/ou predisponentes que estão diretamente associados ao câncer de pulmão como, tabagismo, predisposição genética, doenças respiratórias subjacentes como a tuberculose e também a exposição ambiental a substâncias cancerígenas.
Os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são tosse constante, dor no peito, tosse com escarro e leivas de sangue, falta de ar e fadiga, repetição de pneumonias, perda de peso e falta de apetite.
No tocante ao tratamento, deve ser levado em conta uma série de fatores como o tipo de câncer, o tamanho, o local e a extensão do tumor e sobre tudo , o estado clínico e físico do paciente. Com o objetivo de diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente, alguns tratamentos são adotados como cirurgia, quimioterapia e radioterapia, sendo que em alguns casos é indicado a combinação de mais de uma modalidade de tratamento.
A recomendação de acompanhamento médico e realização de exames médicos, aliada a uma dieta regular com uma boa alimentação supervisionada por um nutricionista e mediante orientações de profissionais treinados e dentro do possível, realizar exercícios físicos. Sendo a fadiga uma das manifestações mais frequentes em pacientes com câncer em tratamento, os exercícios físicos são utilizados com a intensão de reduzir a fadiga oncológica, melhorar a capacidade física e a qualidade de vida dos pacientes em tratamento oncológico, mesmo diante de evidências de doença ativa ou não. Em pesquisas realizadas, foi comprovado que a associação de exercício físico de alta e baixa intensidade pode melhorar a fadiga em pacientes com diversos tipos de câncer durante o tratamento quimicoterápico.
De modo geral o tratamento do câncer é pautado incialmente em cirurgias, radioterapias, quimioterapias entre outros procedimentos de modo que os efeitos desses tratamentos resultam quase sempre na debilitação do organismo, ocorre perca de peso, perca de cabelos, redução das forças musculares, resumidamente, o sistema imune é afetado. Observa-se que a práticas de exercícios físicos surgem como um tratamento eficaz e alternativo para prevenção e tratamento de pacientes com câncer. Quando se trata dos pacientes com câncer de pulmão que praticam atividades físicas antes da cirurgia e após, percebe-se diminuição nos riscos operatórios, principalmente se esta atividade já vier sendo praticada a um tempo antes dos processos operatórios. É válido ressaltar também que além da melhoria do preparo físico a atividade física melhora a auto estima do paciente, acelerando a sua recuperação. Por fim, é necessário que haja acompanhamento profissional qualificado, pois, o paciente com câncer de pulmão tem dificuldades para praticar atividades físicas, sejam aeróbicas ou anaeróbicas, devido a suas dificuldades relacionadas ao aparelho respiratório.
ResponderExcluirOs pulmões são o principal órgão do sistema respiratório dos seres humanos. A principal finalidade dos pulmões é abastecer o nosso sangue de oxigênio, que é levado para as células do corpo. Além disso, os pulmões também executam a função de tirar do sangue o dióxido de carbono (gás carbônico) e vapor de água, eliminando-os do corpo através do processo de expiração. Por isso, devemos tomar todos os cuidados possíveis ao longo da vida para não danificar estes órgãos, uma vez que estamos vulneráveis em todas as idades.
ResponderExcluirAlguns cuidados devem ser tomados sempre. Evitar o tabagismo ativo ou passivo é o principal deles.
Homens e mulheres que participaram de atividades moderadas ou vigorosas apresentaram uma redução de câncer de pulmão, especialmente aqueles com índice de massa corporal baixo ou médio, de acordo com estudo publicado no American Journal of Epidemiology.
O exercício pode reduzir o risco de câncer de pulmão para fumantes atuais ou antigos. Pesquisadores da Universidade de Minnesota realizaram um questionário com 36.929 mulheres sem câncer, e seguiram as participantes para 16 anos. Eles descobriram que as mulheres com níveis elevados de exercício foram menos propensas a desenvolverem câncer de pulmão do que aquelas que relataram níveis baixos de exercício.